A seguir, você lerá o conto ESTILHAÇOS, de autoria da professora Eliane Dourado.
Como vimos em classe, o que separa os diferentes textos em gêneros são suas características e estrutura. Vimos, também, que os contos apresentam partes bem demarcadas: apresentação (introdução), complicação, clímax e desfecho.
Sendo assim, a partir da leitura do conto ESTILHAÇOS e dos conteúdos trabalhados em sala, você irá produzir um novo desfecho para o conto. Esta é sua oportunidade de trabalhar como co-autor da escritura de Eliane, então, faça com capricho e não esqueça de colocar o nome e turma para que eu possa avaliá-lo. Beijos!
Ps.: Ah, lembre-se de que o conto é uma narrativa breve, ok?! Você deverá redigir seu desfecho nos comentários.

A bailarina de cristal estava quietinha, exposta na prateleira da vitrine esperando que alguém a olhasse e percebesse sua beleza. Vários admiradores passaram, olharam, analisaram, miraram seus lindos olhos brilhantes e foram embora. Isso a deixava triste e solitária.
Um dia, um admirador ficou horas a fio observando a beleza da bailarina. Ela ficou com medo daquele olhar tão fixo, que começou a despertar-lhe curiosidade. O admirador foi embora e a bailarina ficou frustrada. Mas no dia seguinte ele voltou e negociou um bom valor pela bailarina de cristal.
O admirador e a bailarina ficaram muito felizes. Ele a colocou em um lugar de destaque em sua sala de visitas e a mostrava para todos que iam a sua casa. Os olhos de cristal da bailarina, a cada dia, brilhavam mais e ela estava cheia de felicidade. Seu admirador também não fazia por menos.
Um dia, o admirador precisou fazer uma mudança repentina. Ele iria para bem longe e deixou que terceiros organizassem, em caixas, seus pertences para a viagem. Antes de sair, hesitou em levar consigo a bailarina. Pegou-a com carinho, abraçou-a, acariciou-a e beijou-a, colocando-a sobre o aparador da sala.
Num descuido total, o admirador, ao colocar a bailarina de volta a seu lugar, tornou sua mão, esbarrando-a na bailarina de cristal, provocando assim sua queda. O sonho de cristal, a beleza, a docilidade foram destruídos pela mão descuidada do admirador.
Mesmo em pedaços, a bailarina sorria para seu admirador que partira sem nem mesmo recolher os estilhaços, pois já se encontrava atrasado para tomar o trem. Uma forte tempestade abriu as janelas da sala, espalhando então os estilhaços da bailarina de cristal que nunca mais pôde se recompor.
Na viagem, o admirador pensava apenas em encontrar outra bailarina que com certeza lhe esperava em alguma vitrine e lhe alegraria o olhar novamente.