sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Projeto : SPA -Corpo & Alma




As primeiras histórias que nós meninas ouvimos são os contos de fadas: Cinderela, Branca de neve, Rapunzel, A bela adormecida e por aí vai… Em todas á princesa sempre está em perigo ou sendo mal tratada, o príncipe aparece para salva-la, os dois se casam, felizes para sempre e fim. Os contos de fadas precisa de inovação porque, príncipes não existem hoje existem mais “princesas” salvando “príncipes” que o contrario. Crescemos e deparamos com um mundo completamente diferente, um mundo sem príncipes, castelos e nada do que foi contado inúmeras vezes na minha infância. Porque só a princesa come a tal maça envenenada? Porque só a princesa tem madrasta má e perde o bendito sapato? Porque só a Rapunzel fica presa na torre? Porque só a princesa tem que beijar os sapos? Todo esse complexo e fragilidade já passou da hora de acabar. A princesa de hoje já tem poder o suficiente para presidir um país, quanto mais para pegar um cavalo branco e salvar seja quem for. Mudando os contos de fadas muda-se esse complexo do qual crescemos convivendo com ele. Assim muda a maneira de ver o mundo para muitas de nós. Nos meus contos de fadas, a Princesa salva o príncipe seja de uma maça, de uma torre com dragão ou de uma madrasta má. A pobre Princesa é tão forte que sozinha é capaz de acabar com qualquer dragão, de escalar qualquer torre, de transformar-se de uma sapa a uma princesa sozinha e principalmente de não perder os seus sapatos por aí. A princesa não precisa de príncipe nenhum até porque eles não existem (só nos meus sonhos), e não precisa ser salva, ela sozinha consegue salvar-se caso esteja em perigo, salvar uma nação inteira caso está precisar. Assim de frágeis passamos á heroínas da nossa própria história e da historia de mais um monte de gente. Não vou deixar de usar vestidos, mais caso precise montar um cavalo usarei calças, caso for correr, correrei com os sapatos nas mãos para não correr o risco de perdê-los, se alguém me trancar em uma torre, chamo os bombeiros e um advogado para processar quem me prendeu e principalmente só vou comer as maças que eu mesma comprar para não correr o risco de ganhar e comer uma envenenada. Esse texto foi escrito por Sileimã para todas as princesas que se encontram seja presas em suas próprias convicções, duvidando do poder de ser heroína de suas histórias, seja para você que está perdendo seu tempo beijando sapos por aí esperando que ele um dia torne-se um príncipe e principalmente para você “que está numa torre” á espera da salvação; a única pessoa capaz de te salvar, é você mesma. Não aceite ser mal tratada por ninguém nem mesmo por uma madrasta má e o principal, cuidado com as maças envenenadas, tome bastante cuidado, porque nenhum príncipe vira te salvar. “Crescer e enfrentar as dificuldades e as responsabilidades nem sempre é uma tarefa fácil. Não permanecer na infância é entender que ‘quem sabe o príncipe virou um sapo’ e perceber que é possível e agradável conviver com esse homem sapo, com características positivas e negativas, partilhando as felicidades e as dificuldades presentes na relação a dois”. É necessário deixar claro que o complexo não é uma doença. Os sintomas podem se apresentar em qualquer fase da vida adulta de uma mulher, mesmo que ela não tenha desenvolvido uma propensão a outros distúrbios. O escapismo, que também é presente na síndrome de Peter Pan, é a força motriz deste desvio. Parece até engraçado quando dizemos que procuramos nosso príncipe encantado, já que sabemos, conscientemente, que perfeição não existe; contudo, essa busca nervosa pelo “homem perfeito” está mais presente em uma mulher com o complexo de Cinderela do que em qualquer outra. Qual é, então, a solução? Segundo Colette Dowling, escritora do livro “Complexo de Cinderela”, um bom meio de emancipar-se dessa necessidade é buscar as respostas em você mesma. Procurar em si os meios de construir a sua própria felicidade, focada em objetivos e pessoas reais. Parece simples, mas ao constatarmos que por toda a vida fomos educadas para nos tornarmos pessoas-modelo, bem educadas e agradáveis, e que desde a base de nossa cultura e criação somos incentivadas a buscar no sexo masculino a força e a proteção, então descobriremos que ser livre pode ser mais complicado do que pensávamos. Mas vale a pena! Por isso montamos o projeto : SPA - Corpo & Alma , a partir do livro : o complexo de Cinderela Colette Dowling

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